quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Grande jogador; técnico, nem tanto...

Renato Portallupi está em uma encruzilhada em sua vida. Maior ídolo da história do Grêmio, agora é o dono do vestiário tricolor. Como técnico, Renato tem uma trajetória curta e sem o mesmo brilho da época em que arrombava defesas, com o número 7 às costas. Nesta quarta-feira, enfrenta o fragilíssimo Guarani, de Campinas, no Estádio Olímpico, com apenas uma missão: vencer.
Qualquer outro resultado pode custar o emprego do treinador. Seria despedido do clube que ama e cujos torcedores o idolatram. E não seria o primeiro caso. Para citar um exemplo, Paulo Roberto Falcão, maior jogador da história do Internacional, assumiu a casamata colorada em 1994. Contratou balaios de jogadores, como o zagueiro Adílson, os meias Leto e Válber (do carrossel caipira do Mogi Mirim), Beto Cruz, que trouxe do México, Paulinho McLaren e Wagner (atacante, ex-Fluminense) e não conseguiu bons resultados. Durante a competição, foi substituído por Cláudio Duarte.
Acredito que o melhor para o Grêmio seria ter trazido um treinador acostumado com situações adversas. Vale lembrar que, em 2008, assumiu o Vasco, com o mesmo discurso que o time não seria rebaixado. O time da cruz de malta acabou disputando a Série B em 2009.
Ainda tem muito campeonato pela frente e o Grêmio pode se livrar do rebaixamento com algum esforço. Mas terminará o ano vendo o rival disputar outro mundial de clubes, enquanto permanece fugindo de uma terceira queda para o inferno da Segundona. Muito pouco para um clube acostumado a conquistar títulos importantes.

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