quinta-feira, 19 de agosto de 2010

De Novo!


Como não haveria de ser? A vitória de virada no México, por 2 a 1, credenciava o Sport Club Internacional a ser bicampeão da Copa Libertadores da América com um empate no Beira-Rio lotado da última quarta-feira.
Se o local não era o mesmo, também o adversário veio modificado. Com intensidade, para não dizer truculência, os mexicanos do Chivas Guadalajara impediram o Inter de dominar amplamente a partida, como no primeiro jogo, e ainda abriram o placar, com um golaço de Fabian.
No segundo tempo, o Internacional voltou com o ímpeto dos vencedores. Amassou novamente o Chivas e construiu um placar com três gols, com Rafael Sóbis, Leandro Damião e o talismã Giuliano. O gol nos acréscimos, descontando para a equipe mexicana, foi feito quando a comemoração já corria solta.
Internacional, bicampeão da América. Um título com a cara do general Bolívar, do goleador Giuliano, do futebol superior de Sandro, da raça incomum de Guiñazu, do pulmão Tinga, do talento de D'Alessandro, do ressuscitado Taison, do predestinado Sóbis. Mas também de Celso Roth. Ele deu cara de campeão a um grupo formado por grandes jogadores, mas que não conseguia se transformar em time. O Inter, que já era o "Campeão de Tudo", quer aumentar o luminoso do Beira-Rio. Querem colocar o "De Novo" no letreiro...

(Foto: Fabiano Amaral)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Uma mão na taça


O Internacional saiu vencedor do primeiro confronto da final da Libertadores da América. Fez 2 a 1 e poderia ter sido mais! O Chivas, mesmo jogando no Omnilife, seu estádio estalando de novo e com gramado politicamente correto, não foi páreo para o time de Celso Roth.
O Inter jogou melhor todo o primeiro tempo, mas sofreu um gol aos 46 minutos, em uma indecisão do goleiro Renan. Na segunda etapa, quando parecia que o Chivas iria crescer, só deu Inter. Mas foi preciso Rafael Sóbis entrar para que Giuliano e Bolívar (foto, AFP) virassem o jogo.
Na próxima quarta-feira, com o Beira-Rio entupido de colorados, um empate dá o bicampeonato da Libertadores ao Sport Club Internacional. Porém, vale lembrar o sufoco de 2006 contra o São Paulo e o de 2008 contra o Estudiantes. Não existe jogo jogado. Mas se o Inter repetir a atuação de Guadalajara, é difícil o título sair de Porto Alegre.

sábado, 7 de agosto de 2010

Tudo muito parecido


Foi uma guerra. Que teve como vencedor o Internacional! Mesmo com falhas individuais, que determinaram os dois gols do São Paulo, apesar da expulsão de Tinga (novamente em um jogo decisivo, como contra o Corinthians em 2005 e o próprio São Paulo em 2006) o colorado jogou um futebol maiúsculo, não se encolheu, e garantiu vaga na decisão da Libertadores da América. De lambuja, disputará o Mundial de Clubes da Fifa, em Abu Dhabi.
Tudo se pareceu com a primeira conquista de 2006. Ano de Copa do Mundo, em que a Seleção Brasileira cai nas quartas de final. Contra o mesmo adversário. Com a expulsão do mesmo jogador no segundo tempo. Um jogo com tensão máxima durante os 90 minutos.
Ver D'Alessandro dando carrinhos da defesa, Sandro, mesmo negociado com o Tottenham, sem tirar o pé em nenhuma dividida e o jovem Giuliano entrar em uma fogueira, com o time inferiorizado por uma expulsão, e mostrar futebol de veterano. São algumas das marcas desta classificação.
Faltam dois jogos para o bicampeonato da América. O Chivas é um grande adversário, não está na final por acaso. Serão duas batalhas para definir o vencedor. Mas, cá entre nós, quando alguma coisa foi fácil na Centenária história do Sport Club Internacional?
(Foto: ALexandre Lops)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Vaga no Mundial

Com a vitória do Chivas sobre o Universidad, do Chile, o jogo da próxima quinta-feira, entre São Paulo e Internacional, no Morumbi, ganhou contornos ainda maiores. O brasileiro que alcançar a final, estará automaticamente no Mundial de Clubes, em dezembro. Como o Chivas, time mexicano, pertence à Concacaf e não à Conmebol, não pode ficar com a vaga pertencente à Confederação Sulamericana.
O confronto já seria um jogaço, em qualquer circunstância. Agora, com esse tempero, ganhou ares de espetacular. O Inter sai com a vantagem de ter vencido o primeiro jogo por 1 a 0. O São Paulo, porém, jogará em casa, diante de 70 mil torcedores. Partida pra quem tem nervos de aço!

domingo, 1 de agosto de 2010

Poderia ter sido pior


O Gre-Nal de hoje foi disputado com dois times em situações bem diferentes. O Internacional está disputando vaga na final da Copa Libertadores da América com o São Paulo, tendo vencido o primeiro jogo das semifinais por 1 a 0 e se encontra entre os quatro melhores colocados no Brasileirão, posição que lhe renderia, hoje, vaga na Libertadores de 2011. Já o Grêmio, após um primeiro semestre onde conquistou o Campeonato Gaúcho e chegou nas semifinais da Copa do Brasil, está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro e enfrenta crise entre jogadores, e tem seu técnico, Silas, com a corda no pescoço.
O tricolor entrou com seu time titular. O colorado poupou titulares e encarou o clássico com time misto. Durante o jogo, o lado azul criou as melhores oportunidades de gol, enquanto que o lado vermelho se defendia e tentava explorar contra-ataques.
No final do jogo, o resultado de 0 a 0 deixa o lado vermelho feliz, pois não houve derrota antes do desafio da próxima quinta, contra o São Paulo, no Morumbi. E o time subiu uma posição na tabela. O lado azul fica apreensivo, pois continua na zona de rebaixamento, embora deixe de encarar uma derrota para o maior rival, recheado de reservas.
Mas, na verdade, todos saem de campo considerando que poderia ter sido pior. Para ambos.
(Foto: Alexandre Lops)