segunda-feira, 26 de julho de 2010

F-1

Definir Fórmula-1 em uma só palavra? Lá vai: VERGONHA!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Quebrando as Regras

Sobre a janela de transferência, que teve sua abertura antecipada do dia 3 de agosto para o dia 20 de julho: acho errado. Uma regra foi subvertida, independentemente se beneficiando A ou B. Quando as regras são quebradas, ainda mais no futebol, a seriedade vai pro espaço.
Desta feita, o Internacional está sendo beneficiado, podendo inscrever Renan, Tinga e Sóbis para o Brasileirão, e principalmente, para o jogo contra o São Paulo, pela Libertadores. Mas o Grêmio também já foi beneficiado por quebra de regulamento. Em 1992, quando jogou a Série B pela primeira vez, o time ficou na 11ª colocação. Um arranjo permitiu que retornasse em 1993 para o Campeonato Brasileiro da Série A.
Infelizmente, há muito dinheiro em jogo no futebol. E os valores pagos neste esporte são inversamente proporcionais a seriedade com que os dirigentes conduzem a maior paixão esportiva do planeta.

Momento Delicado

O Grêmio custa a se encontrar nessa volta ao Brasileirão. Empate com o Vitória no Olímpico, em 1 a 1, e derrota para o Grêmio Prudente, em Presidente Prudente, deixaram o tricolor habitando a zona de rebaixamento na competição.

O pior disso tudo é que alguns conselheiros começaram a meter o bedelho do departamento de futebol. Como todos sabem, quando conselheiros opinam no time costumam produzir algo com aparência grotesca e odor desagradável. Isso precisa ser evitado, a todo custo. Se o técnico Silas está perdendo ou não o comando do vestiário, é uma avaliação que deve ser feita por vice de futebol Luiz Onofre Meira e pelo presidente Duda Kroeff.

Mas é inegável a queda de produção gremista nesta volta, ainda, segundo algumas fontes, reflexo da eliminação na Copa do Brasil, no confronto com o Santos. Quarta-feira, diante do Vasco, o Grêmio joga a primeira decisão do segundo semestre. Se perder ou até mesmo se empatar dentro de casa, serão inevitáveis algumas mudanças. E no futebol, sabemos quem dança numa hora dessas.

Upgrade

O Inter mudou de comando e de ânimo, neste retorno ao Brasileirão. Sob a batuta do sempre contestado Celso Roth (foto de Alexandre Lops), conseguiu duas vitórias em dois jogos, 3 a 0 sobre o Guarani, em Campinas e 2 a 1 sobre o Ceará, em Porto Alegre.

O novo treinador reforçou a defesa, povoou o meio de campo com cinco jogadores e começou a apostar na troca constante de passes para controlar a partida e conseguir os resultados. Pelo menos nesse início de trabalho, está dando certo.

Nos próximos jogos, porém, encara Atlético Mineiro e Flamengo, dois adversários bem mais qualificados do que os dois supracitados. Hora de mostrar que o Internacional está mesmo no caminho certo, se preparando para encarar o maior desafio do ano: disputar vaga na final da Copa Libertadores, contra o São Paulo, dias 28 de julho (Beira-Rio) e dia 5 de agosto (Morumbi).

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Seleção da Copa

A Seleção da Copa 2010, na visão do Blog De Letra!


Goleiro - Stekelenburg (Holanda)

Defensores - Lahm (Alemanha), Piqué (Espanha), Juan (Brasil) e Fábio Coentrão (Portugal)

Meias - Iniesta (Espanha), Schweinsteiger (Alemanha), Sneijder (Holanda), e Thomas Müller (Alemanha)

Atacantes - Forlán (Uruguai) e David Villa (Espanha)


Melhor Jogador - Forlán (Uruguai)

Revelação - Thomas Müller (Alemanha)

Técnico - Joachim Löw

domingo, 11 de julho de 2010

Espanha, Campeã Mundial!


A final entre Holanda e Espanha foi, provavelmente, um dos piores jogos da Copa do Mundo. Durante o tempo normal, os dois times não conseguiram repetir as atuações que os levaram para a Grande Final. Burocráticos, com medo de errar, estudando demasiadamente o adversário. Em algumas poucas chances, o nervosismo impediu que a jogada terminasse em gol. E quando algo mais parecia que podia ser feito, as faltas terminavam com qualquer chance de jogada. E foram muitas faltas.

Mas na prorrogação, as coisas mudaram. A Espanha começou a demonstrar um preparo físico melhor que o da Holanda, que já não conseguia se fechar como nos 90 minutos. As oportunidades apareceram com mais frequencia. Iniesta, Fábregas e Xavi colocavam, a todo instante, algum atacante em condições de marcar. Mas o segundo tempo da prorrogação definiria tudo. Com menos de 4 minutos, o zagueiro holandês Heitinga cometeu falta e acabou fora, pelo segundo cartão amarelo. E logo depois, De Jong, um dos poucos marcadores do time laranja (mas que já tinha cartão) foi substituído por Van der Vaart, um armador.

Em um contra-ataque, Fábregas deu passe açucarado para Iniesta, que recebia o acompanhamento de Van der Vaart. O camisa 6 espanhol dominou, enquadrou o corpo e entregou a taça para o capitão Casillas levantar.

Um prêmio merecido ao melhor time dos últimos anos, vencedor da Eurocopa de 2008 e agora da Copa do Mundo. A Espanha provou que, jogando bom futebol e formando uma equipe com jogadores talentosos, se ganha a maior competição de futebol do planeta. Lições que devem ser aprendidas a partir de agora, e levadas a 2014.

A Final

Holanda 0x1 Espanha

Local: Estádio Soccer City, Joanesburgo
Data: 11/07, domingo
Árbitro: Howard Webb (ING)
Público: 84.490
Gol: Iniesta aos 11’/2T da prorrogação (Espanha)
Cartões amarelos: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel e Mathijsen (Holanda) Sergio Ramos, Puyol, Capdevilla, Iniesta e Xavi (Espanha)
Cartão vermelho: Heitinga (Holanda)

Holanda
Stekelenburg, Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid aos 14’/1T da prorrogação); De Jong (Van der Vaart aos 8’/1T da prorrogação), Van Bommel e Sneijder; Kuyt(17-Elia aos 25’/2T), Robben e Van Persie.
Técnico: Bert van Marwijk.

Espanha
Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevilla; Sergio Busquets, Xabi Alonso (Fábregas aos 41’/2T), Iniesta e Xavi; Pedro (Jesús Navas aos 14’/2T) e David Villa (Fernando Torres no intervalo da prorrogação).
Técnico:Vicente del Bosque.

sábado, 10 de julho de 2010

Perguntinha

Amanhã, 15h30min, final da Copa do Mundo 2010.

Estádio Soccer City, em Joanesburgo.

Quem erguerá a Copa Fifa pela primeira vez: a Fúria ou a Laranja Mecânica?

Personagem

O Uruguai é o meu "personagem" desta Copa do Mundo. Nenhum outro time, ou jogador, de forma individual, conseguiu, dentro da competição, ter sua cotação aumentada de forma tão espantosa. No início da Copa, ninguém esperava mais do que a classificação para as oitavas de final. E isso na melhor das projeções. Mas o time de Oscar Tabárez foi avançando e deixando adversários pelo caminho. Até encerrar o torneio na quarta colocação, após jogos heróicos contra a Holanda nas semifinais (onde perdeu por 3 a 2, com um gol irregular holandês) e contra a Alemanha, decidindo a terceira colocação (derrota por 3 a 2, com bola no travessão de Forlán no último ataque).

A torcida é para que o futebol do país cresça após a participação no mundial. Que times tradicionais como Nacional e Peñarol voltem a figurar entre os grandes da América do Sul. A falta de dinheiro interrompeu um ciclo de vitórias dos clubes, mas novos investimentos podem ser feitos em função da projeção que a Celeste Olímpica alcançou na África do Sul.

E para encerrar: quem, hoje, não quer ter Diego Forlán (foto) em seu time?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Seleção das Quartas

A Seleção das quartas de final da Copa do Mundo:

Goleiro: Neuer (Alemanha)

Defensores: Lahm (Alemanha), Ooijer (Holanda), Piqué (Espanha) e Fucile (Uruguai)

Meias: De Jong (Holanda), Özil (Alemanha), Schweinsteiger (Alemanha) e Sneijder (Holanda)

Atacantes: Klose (Alemanha) e Forlán (Uruguai)

domingo, 4 de julho de 2010

Inter x Peñarol

Em meio ao mundial, por estas bandas é dia de amistoso entre Internacional e Peñarol, no Estádio Atílio Paiva, em Rivera. É o primeiro teste pra valer do time colorado sob o comando do técnico Celso Roth (houve jogo-treino com o Lajeadense), contra o atual campeão uruguaio.
O esquema é conhecido desde a época do Grêmio, com o pouco saudoso centroavante Marcel: o 4-5-1. A referência agora é o eternamente contestado Alecsandro. O time ganhou 3 volantes, com Sandro, Wilson Mathias e Guiñazú. E joga com Giuliano e D'Alessandro se aproximando do ataque. Na defesa, Índio vai retomando a titularidade, ao lado de Bolívar. Nas laterais, Nei e Kléber. No gol, Abbondanzieri. Comecei o time de trás para frente, não é? Pois é. Terminei pela defesa. Setor nevrálgico de todo time treinado por Roth. É por aí que o Inter irá iniciar esse novo trabalho.
No curto prazo, o treinador tem dado boas respostas por onde passou. E ainda poderá contar, em breve, com os reforços de Renan, Tinga e Rafael Sóbis. Vale dar um tempo para o novo treinador. Para quem quer conferir, a partida inicia as 16h.

sábado, 3 de julho de 2010

Caindo na real

A câmera foca Maradona, que se debate na beira do gramado. Leva as mãos ao rosto em qualquer lance com traços pouco mais dramáticos. Vê o chute por cima de Messi e deseja ser ele, novamente, a vestir a camisa 10 portenha. Daria tudo por essa chance. Acredito que até mesmo passearia nu diante do obelisco.

Durante essa catarse pública, diante de mais de um bilhão de pessoas ao redor do mundo, a Alemanha, adversária da Argentina nas quartas da Copa do Mundo, trata de jogar. E jogar muito. Troca passes diante de um desesperado Mascherano, único jogador de contenção escalado no meio-campo. Os alemães parecem se multiplicar. Otamendi pára para contar se estão mesmo em 11, ou colocaram mais alguém em campo. Como não faz duas coisas ao mesmo tempo, Otamendi leva mais uma bola nas costas. Mais um gol germânico.

Schweinsteiger parece não conhecer nenhum zagueiro adversário. Passa sempre reto, nem ao menos meneia a cabeça, em uma simples saudação. Leva pavor ao frágil goleiro Romero. Maradona, nesse momento, sai de seu estado de transe e vê Klose, o segundo maior artilheiro das Copas do Mundo, com 14 gols (e que pode superar o brasileiro Ronaldo, que tem 15) triunfar sobre o perdido Demichelis.

O técnico argentino olha novamente para Messi, que tenta se desvencilhar da forte marcação teutônica. Bem que o craque do Barcelona poderia jogar o mesmo pela seleção, pelo menos agora. Mas tudo parece conspirar contra a Argentina. Até mesmo um gol de Higuaín, após passe de Tévez, ambos impedidos até a medula, foi anulado. "Como ousam!", pensou Dieguito, o técnico. Os hermanos não estão acostumados a terem gols ilegais anulados...

O juíz apita. Final de jogo. Não houve drama, não haverá tango. Para tanto, deveria haver dramaticidade. Não houve. O que se viu no Soccer City neste sábado, foi uma sumanta. A Argentina foi desmontada pela organizadíssima Alemanha, do técnico Joachim Löw. As 64 mil almas que estiveram no estádio viram um espetáculo de coliseu, com os leões devorando covardemente as vítimas. Um placar inapelável, 4 a 0, gols de Müller, Friedrich e Klose, duas vezes.

Se ontem o técnico Diego Armando Maradona era todo gracinhas após o Brasil ser eliminado, perguntando se havia muitos holandeses em sua entrevista coletiva, hoje foi reduzido ao que realmente é, depois que parou de jogar futebol: mais um argentino arrogante, que não mensura o que fala e, no caso dele, não sabe o que faz. Adiós, Dieguito! Mala Suerte!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Eliminação Inventada

Dunga inventou pouco em três anos e meio como técnico da Seleção Brasileira de Futebol. Formou um grupo, fechado, e com esse grupo comprometeu-se a jogar a Copa do Mundo em terras africanas. Mas cometeu alguns erros nas poucas invenções que ousou fazer. O maior desses erros chama-se Felipe Melo. Somente Dunga poderia resgatar o execrado Felipe Melo, rebaixado com o Grêmio em 2004 (assim como Michel Bastos, outra invenção dunguiana) e colocá-lo como titular do time mais importante do mundo.

Hoje, contra a Holanda, na derrota por 2 a 1 que tirou o Brasil da Copa, Felipe Melo deu o passe para o gol de Robinho. Na medida, sem reparos. E esse passe, esse lampejo de bom jogador, comprometeu a atuação do jogador. Explico. Ele parou nas nuvens com o passe. E lá ficou. Não voltou ao gramado para enfrentar a boa seleção holandesa. No segundo tempo, fez o primeiro gol da Holanda, ao cabecear contra o próprio gol. No segundo gol laranja, era ele que deveria marcar Sneijder. Ficou assistindo ao minúsculo meia cabecear sem marcação. E quando o Brasil precisava de calma para se reorganizar e tentar o empate, pisou em Robben, sendo expulso e deixando a equipe com um jogador a menos.

Some-se a isso uma arbitragem no mesmo nível das demais desta Copa: pavorosa. Uma arbitragem que não marcou o pênalti em cima de Kaká no primeiro tempo, que mudaria a história do jogo. Ou que anotando uma sucessão de faltas marcadas contra o Brasil, minou o emocional do time, ainda mais com a desvantagem no placar. E houve ainda a indecisão de Julio César, o melhor goleiro do mundo, no primeiro gol. Saiu mal e permitiu o atentado contra a nação cometido por Felipe Melo.

Dunga afundou ainda mais o time com as modificações. Primeiro, tirou o amarelado Michel Bastos, que levava um baile de Robben na esquerda. Colocou Gilberto. Mas ao invés de deslocar Daniel Alves para a lateral, posição que está acostumado e já desempenhou na seleção, deixou Gilberto por lá. O agora meia do Cruzeiro nem lembra quando foi a última vez que atuou naquela parte do campo. Outro erro foi tirar Luís Fabiano. Precisando de gols, tira o centroavante? Dunga inventou essa.

A Holanda tem um bom time, mas o Brasil se entregou hoje em Porto Elizabeth. Jogou um grande primeiro tempo e não se sustentou para garantir vaga entre as quatro melhores seleções do mundo. Não teve equilíbrio para chegar lá.

Dunga inventou pouco, é verdade. Mas quando inventou, conseguiu comprometer o planejamento para chegar ao hexa. Que nos próximos quatro anos, o novo treinador (Dunga se afastou logo após a eliminação) consiga equilibrar disciplina, equilíbrio emocional e talento. A Copa será jogada aqui, em terras tupiniquins. A Seleção tem quatro anos para se reformar e se ajustar. Ela precisa deste tempo e destes retoques. O que não precisamos é de um novo Maracanazzo. Seria demais para todos nós.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Bafana e Bacana


Nunca é tarde pra lembrar que Garibaldi tem dois representantes curtindo as doçuras e agruras da Copa do Mundo na África do Sul. Gastão Lorenzi e Vinícius Marcon estão se aventurando no país da Copa e relatando tudo no blog Bafana e Bacana. Vale a pena conferir as histórias dos dois aventureiros. Acesse www.bafanabacana.blogspot.com. Sorte a vocês dois, amigos!